

Espaço de discussão e reflexão do novo projeto de dança da desCompanhia de dança aprovado pelo Edital nº 073/11 da Fundação Cultural de Curitiba em 2011. A estréia acontecerá no dia 31 de Maio de 2012 no Teatro Cleon Jacques em Curitiba.
» News / por ZupiNativo do Peru, Emil Alzamora cresceu em território norte-americano, na Flórida. Foi lá que se formou (com honras, diga-se de passagem) em artes, em 1998.
Em seu trabalho escultórico, Alzamora lida principalmente com o corpo humano. “Gosto de explorar o que significa habitar um corpo, frequentemente exagerando ou distorcendo suas formas para revelar situações emocionais ou físicas. Limitação e potencial são questões tão humanas quanto nossa própria carne, mas bem menos tangíveis. Em meus trabalhos, tento tornar essas interações visíveis”, explica o artista.
http://www.zupi.com.br/index.php/site_zupi/view/corpos_sobrehumanos/

des, compartilho aqui anotações que fiz quando estava conversando com o meu amigo Tiago Rickli que estuda filosofia na UFPR.
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Yiuki
“Para ser artista precisa de disponibilidade e coragem.”
(Marcos Chaves, Artista Plástico.)
“Uma coisa que a gente nota é o descaso pela permanência do trabalho. Tem uma denúncia nesse sentido num dos livros do André Lotte. "Se perguntarmos a um restaurador quais são as obras que precisam de restauração, mais de restauração, certamente são as obras modernas. È uma coisa que eu sempre falo com meus alunos. É preciso que você faça alguma coisa que seja boa e que ela tenha uma certa permanência. Na própria obra de Van Gogh já tem trabalhos que são difíceis de se manter aparência deles porque ele já não se preocupava tanto com isso. Eu acho que quanto mais você sabe, mais livre você é. Mesmo porque você entra numa fase em que você sabe o que fazer e o que não fazer. O que não fazer sabendo fazer aquilo. Você deixa de fazer por uma necessidade expressiva. Eu ainda vou mais longe: Acho que se você não sabe desenhar você não pensa na forma. Nós tínhamos 900 horas aula de modelo vivo. O curso. E essas 900 horas não eram garantia de que você ia sair um bom desenhista. Eles foram cortando, cortando, cortando, cortando... E hoje são 90 horas obrigatórias. Quer dizer 10%. As pessoas que sabem desenhar, normalmente elas desenham apesar do ensino oficial, vão procurar fora, vão estudar fora, vão procurar um mestre fora para poder aprender, porque lá é meio difícil, meio complicado de aprender. Você vê obras hoje feitas com o intuito de desaparecer mesmo. O sujeito faz uma exposição com uma escultura de gelo e ela derrete durante a exposição. Faz uma cera para derreter se fizer calor, etc. Faz um livro de carne, para apodrecer, etc. Quer dizer, essa idéia de permanência não tem. O artista permanece, mas o ofício de pintor acabou. Eles pintam com qualquer coisa, em cima de qualquer coisa, com qualquer tinta, de qualquer jeito. Mistura com qualquer coisa, umas com as outras, sem saber o resultado final daquilo. Então, ele diz o seguinte: - Isso se deve à morte do ofício do pintor. Permanece o artista, mas não tem mais o técnico, o pintor.”
Bandeira de Mello, anotação do vídeo da exposição “EU EXISTO ASSIM” no Espaço Cultural da Caixa em Curitiba no dia 17 de Junho de 2011.
“A pós modernidade representa o momento histórico preciso em que todos os freios institucionais que se opunham a emancipação individual se esboroam e desaparecem, dando lugar à manifestação dos desejos subjetivos, da realização individual, do amor- próprio. As grandes estruturas socializantes perdem a autoridade, as grandes ideologias já não estão mais em expansão, os projetos históricos não mobilizam mais, o âmbito social não é mais que o prolongamento do privado – instala-se a era do vazio, mas sem tragédia e sem apocalipse” (CHARLES, 2004 p.23)
“A escravidão dos bárbaros ( ou seja, de nós).
A divisão do trabalho é um princípio do reino dos bárbaros, o domínio do mecanismo. No organismo não há partes separáveis.
O individualismo da modernidade e seu oposto na antiguidade. O homem completamente individualizado “é” muito fraco e cai nem meio a um bando de escravos: por exemplo, o de uma ciência, o de um conceito, o de um vício.
Não se fortalece um organismo pelo aumento da formação cognoscitiva, ao contrário, desse modo ele se enfraquece. Ele só se fortalece na atividade constante sem conhecimento.
A ingenuidade dos antigos na distinção entre escravos e homens livres: somos pudicos e presunçosos: escravidão do nosso caráter.
Os atenienses sucumbiram porque eram exigidos por toda parte; o limite das necessidades não era tão estreito. Porém, todas essas necessidades eram universais.”
Nietzsche
Podemos coisificar as pessoas, fabulizar os objetos ou divinizar o todo (uno). Tudo é uma escolha.
De onde ela vem?! De que matéria bruta
Vem essa luz que sobre as nebulosas
Cai de incógnitas criptas misteriosas
Como as estalactites duma gruta?!
Vem da psicogenética e alta luta
Do feixe de moléculas nervosas,
Que, em desintegrações maravilhosas,
Delibera, e depois, quer e executa!
Vem do encéfalo absconso que a constringe,
Chega em seguida às cordas do laringe,
Tísica, tênue, mínima, raquítica ...
Quebra a força centrípeta que a amarra,
Mas, de repente, e quase morta, esbarra
No mulambo da língua paralítica.
“Vontade de viver? Em seu lugar sempre encontrei a vontade de poder.” (NIetzsche)
O bom figurino de teatro: ele deve ser material o bastante para significar e transparente o bastante para não constituir seus signos em parasitas. O vestuário tem como função seduzir os olhos, não convencê-los'. Roland Barthes (2009, p.85)
PODER CAPITAL*: status x dinheiro x conhecimento x sex appeal x violência
* Obs: é como jogo de baralho, uma carta abre a outra.