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quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

bel aos 30/9

bel 1/30

A linha tempo também me faz pensar: Com quantas Bels se faz uma Bel?

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012


Estou a procura delas.
O mais engraçado é que elas vivem comigo, mas não
sei como chamá-las ou mesmo acessá-las.
Estou a procura delas.
As personagens que vivem comigo, que brigam e me amam,
que querem dominar e serem dominadas.
Estou a procura delas.
Serão pessoas, bichos, pessoas-bichos?

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Corpos sobre-humanos

» News / por Zupi

Nativo do Peru, Emil Alzamora cresceu em território norte-americano, na Flórida. Foi lá que se formou (com honras, diga-se de passagem) em artes, em 1998.

Em seu trabalho escultórico, Alzamora lida principalmente com o corpo humano. “Gosto de explorar o que significa habitar um corpo, frequentemente exagerando ou distorcendo suas formas para revelar situações emocionais ou físicas. Limitação e potencial são questões tão humanas quanto nossa própria carne, mas bem menos tangíveis. Em meus trabalhos, tento tornar essas interações visíveis”, explica o artista.

http://www.zupi.com.br/index.php/site_zupi/view/corpos_sobrehumanos/



Carteira de Identidade ou a falta dela


Ando pensando em "eus", descobrindo-os também.
A mágica de se encontrar em muitos dentro de si.
Olhando meus escrito antigos achei um breve texto,
talvez o começo de toda essa procura curiosa e nesse
caso/acontecimento engraçada.
Aconteceu quando fui tirar foto pro meu novo RG
com nome de casada.

"A mulher diz:
- Tira os brincos e coloca o cabelo todo pra trás.
Ela diz pontual e mal amada.

Eu penso:- só penso por que estou numa delegacia, é no mínimo prudente-
Por que?

O cabelo daquele jeito que eu nunca uso, por que?

É carteira de Identidade ou "gente em série"?
- Sabe aquela imagem das Barbies uma atrás da outra? Valorizando o cabelão...

Se precisar, quem vai me reconhecer por foto,
se eu tenho que ficar de um jeito que nunca ninguém me vê?

Nem eu me reconheço assim, pois aquele cabelo e sem brincos não sou eu.

Eu não poderia ter um ar de sorriso. Arrrrrrrrr

E os brincos?
Poderiam ser pequenos, afinal sou mulher, sexo feminino, feminina...

Como é que faz com quem faz plástica?


quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Poder – reflexão junto ao Tiago Rickli

des, compartilho aqui anotações que fiz quando estava conversando com o meu amigo Tiago Rickli que estuda filosofia na UFPR.

  • Poder é estar apto a exercer e realizar – possui relação com a ação.
  • Controle busca reduzir o poder de ação –  busca fixar, imobilizar e reduzir o outro ser.
  • Na física a energía potencial produz trabalho, trabalho possui relação com força, e uma força se manifesta quando está em ação.
  • Outras palavras interessantes: mumificar, congelar e tirar possibilidades.

[ ]ssss

Yiuki

domingo, 20 de novembro de 2011

Para ser artista–Marcos Chaves

des, compartilhando uma frase que escutei agorinha. abraços.

“Para ser artista precisa de disponibilidade e coragem.”
(Marcos Chaves, Artista Plástico.)

terça-feira, 8 de novembro de 2011

ARTE CONTEMPORÂNEA NA PINTURA: “…idéia de permanência não tem. O artista permanece, mas o ofício de pintor acabou.” por Bandeira de Mello

“Uma coisa que a gente nota é o descaso pela permanência do trabalho. Tem uma denúncia nesse sentido num dos livros do André Lotte. "Se perguntarmos a um restaurador quais são as obras que precisam de restauração, mais de restauração, certamente são as obras modernas. È uma coisa que eu sempre falo com meus alunos. É preciso que você faça alguma coisa que seja boa e que ela tenha uma certa permanência. Na própria obra de Van Gogh já tem trabalhos que são difíceis de se manter aparência deles porque ele já não se preocupava tanto com isso. Eu acho que quanto mais você sabe, mais livre você é. Mesmo porque você entra numa fase em que você sabe o que fazer e o que não fazer. O que não fazer sabendo fazer aquilo. Você deixa de fazer por uma necessidade expressiva. Eu ainda vou mais longe: Acho que se você não sabe desenhar você não pensa na forma. Nós tínhamos 900 horas aula de modelo vivo. O curso. E essas 900 horas não eram garantia de que você ia sair um bom desenhista. Eles foram cortando, cortando, cortando, cortando... E hoje são 90 horas obrigatórias. Quer dizer 10%. As pessoas que sabem desenhar, normalmente elas desenham apesar do ensino oficial, vão procurar fora, vão estudar fora, vão procurar um mestre fora para poder aprender, porque lá é meio difícil, meio complicado de aprender. Você vê obras hoje feitas com o intuito de desaparecer mesmo. O sujeito faz uma exposição com uma escultura de gelo e ela derrete durante a exposição. Faz uma cera para derreter se fizer calor, etc. Faz um livro de carne, para apodrecer, etc. Quer dizer, essa idéia de permanência não tem. O artista permanece, mas o ofício de pintor acabou. Eles pintam com qualquer coisa, em cima de qualquer coisa, com qualquer tinta, de qualquer jeito. Mistura com qualquer coisa, umas com as outras, sem saber o resultado final daquilo. Então, ele diz o seguinte: - Isso se deve à morte do ofício do pintor. Permanece o artista, mas não tem mais o técnico, o pintor.”

Bandeira de Mello, anotação do vídeo da exposição “EU EXISTO ASSIM” no Espaço Cultural da Caixa em Curitiba no dia 17 de Junho de 2011.

des, adoro e simpatizo com o Bandeira de Mello no texto acima, sei que fazemos uma arte que é efêmera por natureza, no entanto sinto que o entendimento do tempo da contemporaneidade não me interessa para o meu trabalho. Gosto de continuidade, suor e de técnica. Mesmo fazendo dança que desvanece a cada espetáculo, creio que a questão do tempo que antecede a apresentação é precioso, importante e deve tornar-se claro na obra. Não defendo que basta suar antes do palco, é algo muito além disso. É questão do ciclo do universo, da estação, etc. Isso envolve também a questão do mestre e discípulo. Não estou defendendo o autoritarismo, mas da onde vem, aonde as coisas vão e como elas retornam. Gosto de ter um mestre, vários mestres, divirto-me repassando as coisas; afinal, entendo que somos canais de energia (matéria, emoção, pensamento, afetos, etc) com várias direções e sentido concomitantemente (exemplo: ser mestre e discípulo ao mesmo tempo). Precisamos viver o tempo num entendimento maior, sentir ele, compreender ele; a meu ver, é por meio disso que a obra adquire espírito com densidade. Para isso, creio que não podemos negar a técnica, muito pelo contrário, precisamos valorizá-la, integrar ao todo. Adoro a frase da nossa diretora Cintia Napoli: A técnica existe para anos libertar. Não sou exímio de técnica, mas acreditando nisso, vivo atrás dela. No entanto, esse meu posicionamento não significa que nego a arte conceitual, performance com gelo, arte pop, etc. Muito pelo contrário, adoro a rapidez do mundo contemporâneo, só fico desolado quando os dois lados da moeda são entendidas de formas separadas na conjuntura artística atual. Dissociar os que devem caminhar juntos. Dessa forma não curto a idéia de que a “sacada” é o que importa numa obra. Muitos acham que ela justifica o intervalo curto da gestação. Nesse aspecto, a sacada possui uma relação próxima com o “conceitual demais”. Vejo muita arte conceitual sem densidade. Fui ver algumas obras que estavam no MOM do o 6º Vento Sul – Bienal de Curitiba, vi coisas interessantes, mas na grande maioria falta espírito com densidade. No mesmo dia, fui ver a Coleção Brasiliana Itaú que também está no MOM, fiquei arrepiado, encantado e entusiasmado. Gravuras dos séculos XVI, XVII, XVIII e XIX, muitos coloridos manualmente. Expedições holandesas e  francesas que fizeram registros da fauna, flora, paisagem, costumes, política, história, mapas, etc. do Brasil. Vejo arte em todos eles, muitos dizem que é mais documental, não importa para mim, gosto da densidade e a clareza daqueles artistas que optaram em ser documentaristas e dedicaram a vida para isso. Prefiro-os a que muita arte contemporânea que fica somente no conceito do seu bel prazer desconectada com o entorno, pois não busca compreender o tempo cósmico. Acredito que o mundo atual precisa voltar a admirar o passado, nossa história, antepassados, técnicas, personagens, etc. Sentir mais a natureza e o tempo que rege o universo. Yiuki

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

PÓS MODERNIDADE - Charles

“A pós modernidade representa o momento histórico preciso em que todos os freios institucionais que se opunham a emancipação individual se esboroam e desaparecem, dando lugar à manifestação dos desejos subjetivos, da realização individual, do amor- próprio. As grandes estruturas socializantes perdem a autoridade, as grandes ideologias já não estão mais em expansão, os projetos históricos não mobilizam mais, o âmbito social não é mais que o prolongamento do privado – instala-se a era do vazio, mas sem tragédia e sem apocalipse” (CHARLES, 2004 p.23)

sábado, 5 de novembro de 2011

A escravidão dos bárbaros – Nietzsche

“A escravidão dos bárbaros ( ou seja, de nós).

A divisão do trabalho é um princípio do reino dos bárbaros, o domínio do mecanismo. No organismo não há partes separáveis.

O individualismo da modernidade e seu oposto na antiguidade. O homem completamente individualizado “é” muito fraco e cai nem meio a um bando de escravos: por exemplo, o de uma ciência, o de um conceito, o de  um vício.

Não se fortalece um organismo pelo aumento da formação cognoscitiva, ao contrário, desse modo ele se enfraquece. Ele só se fortalece na atividade constante sem conhecimento.

A ingenuidade dos antigos na distinção entre escravos e homens livres: somos pudicos e presunçosos: escravidão do nosso caráter.

Os atenienses sucumbiram porque eram exigidos por toda parte; o limite das necessidades não era tão estreito. Porém, todas essas necessidades eram universais.”

Nietzsche

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Olhar

Podemos coisificar as pessoas, fabulizar os objetos ou divinizar o todo (uno). Tudo é uma escolha.

A Idéia–Augusto dos anjos

des, gosto desse ambiente também. Essa poesia é muito linda!!!!

De onde ela vem?! De que matéria bruta
Vem essa luz que sobre as nebulosas
Cai de incógnitas criptas misteriosas
Como as estalactites duma gruta?!
Vem da psicogenética e alta luta
Do feixe de moléculas nervosas,
Que, em desintegrações maravilhosas,
Delibera, e depois, quer e executa!

Vem do encéfalo absconso que a constringe,
Chega em seguida às cordas do laringe,
Tísica, tênue, mínima, raquítica ...

Quebra a força centrípeta que a amarra,
Mas, de repente, e quase morta, esbarra
No mulambo da língua paralítica.

Vontade de poder – Nietzsche

“Vontade de viver? Em seu lugar sempre encontrei a vontade de poder.” (NIetzsche)

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

FIGURINO

des, adorei o texto que encontrei no face do Saulo de Almeida

O bom figurino de teatro: ele deve ser material o bastante para significar e transparente o bastante para não constituir seus signos em parasitas. O vestuário tem como função seduzir os olhos, não convencê-los'. Roland Barthes (2009, p.85)

sábado, 29 de outubro de 2011

PODER CAPITAL – Yiuki Doi

PODER CAPITAL*: status x dinheiro x conhecimento x sex appeal x violência

* Obs: é como jogo de baralho, uma carta abre a outra.

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